A primeira etapa da imersão em Inteligência Artificial promovida pelo UniSenai Business Global, realizada hoje, deu o tom do que os participantes podem esperar da jornada internacional que terá continuidade em Boston, nos Estados Unidos. No Campus da Indústria, a pré-imersão reuniu empresários e lideranças em um momento de troca de experiências e, principalmente, conexão entre teoria e aplicação prática da IA nos negócios.

Logo na abertura, o doutor em Ensino de Ciência e Tecnologia e facilitador da pré-imersão ao MIT, Albino Szesz Jr., trouxe uma provocação essencial para contextualizar a jornada: a Inteligência Artificial já ultrapassou o campo das ferramentas e começa a transformar, de forma concreta, a operação das empresas. Ao apresentar casos reais da indústria, ele destacou que o impacto da tecnologia está diretamente ligado à capacidade das organizações de estruturarem processos e adotarem uma visão estratégica sobre o uso da IA. “Não se trata apenas de utilizar ferramentas, mas de entender como a tecnologia pode, de fato, gerar valor dentro da operação”, afirmou.

Durante a apresentação, o especialista exemplificou aplicações práticas com o uso do conceito de CIP (Clean in Place), sistema automatizado de limpeza industrial que, ao ser integrado com Inteligência Artificial, já apresenta ganhos expressivos em eficiência e sustentabilidade. Empresas globais como Coca-Cola, Ambev e Unilever já utilizam soluções desse tipo, com resultados como redução de mais de 40% no uso de produtos químicos e aumento de produtividade.

Diferentes aplicações e níveis de desempenho

Albino também chamou atenção para a amplitude do ecossistema de IA, ainda pouco explorado por muitas empresas. Segundo ele, existem hoje mais de dois milhões de modelos disponíveis, com diferentes aplicações e níveis de desempenho. Nesse cenário, entender que é possível testar, comparar e escolher soluções adequadas para cada necessidade já representa um avanço importante para organizações que desejam evoluir no tema.

A importância da preparação para essa jornada foi reforçada pela reitora do UniSenai PR, Fabiane Franciscone, que destacou o papel da pré-imersão como etapa fundamental para garantir o aproveitamento da experiência internacional. “Nesta aula inicial, o objetivo foi apresentar os principais conceitos de Inteligência Artificial e compartilhar experiências, garantindo que todos tenham uma base sólida para aproveitar ao máximo a imersão”, explicou. Segundo ela, a proposta é conectar teoria e prática, preparando os participantes para aplicar a tecnologia de forma estratégica em seus negócios.

Entre os participantes, o momento também foi marcado por reflexões sobre o estágio atual de adoção da IA nas empresas. Alexandre Romagnoli, conselheiro da Romagnoli S.A., afirmou que a companhia já vive um processo de amadurecimento no uso da tecnologia, com iniciativas em andamento e discussões que chegam até o conselho de administração. Apesar dos avanços, ele destaca que o movimento ainda ocorre com cautela, principalmente em relação à segurança das informações. “A combinação de diferentes ferramentas amplia significativamente o potencial de criação, mas exige responsabilidade no uso”, observou.

Oportunidade para potencializar negócios

Romagnoli também ressaltou que não há resistência interna à adoção da IA, pelo contrário, há interesse crescente por parte dos executivos. O desafio, segundo ele, está na definição de diretrizes e na garantia da qualidade das aplicações. Sobre a próxima etapa da imersão, em Boston, a expectativa é de aceleração. “O contato com empresas e com o ambiente mais avançado dos Estados Unidos pode contribuir para implementar soluções já aplicadas na indústria internacional”, afirmou.

A busca por aplicações práticas também é o principal interesse de Eloísa Helena Orlandi, sócia-fundadora da Carob House. Para ela, a Inteligência Artificial representa uma oportunidade concreta de potencializar negócios inovadores, desde que utilizada de forma estratégica. “Mais do que entender o conceito, é fundamental compreender como a tecnologia pode ser aplicada no dia a dia das empresas, ampliando resultados sem substituir o papel humano”, destacou.

Eloísa também chama atenção para o impacto competitivo da IA. Segundo ela, empresas que não acompanharem esse movimento tendem a perder espaço no mercado. A empresária ainda reforça a importância de experiências internacionais como forma de ampliar a visão estratégica. “Esse tipo de imersão contribui para fortalecer não apenas os negócios, mas também o desenvolvimento econômico como um todo”, afirmou.

Com foco na aplicação prática, troca de experiências e conexão com um dos principais ecossistemas de inovação do mundo, a segunda etapa da imersão, que será realizada em Boston, no MIT, promete aprofundar o conhecimento dos participantes e acelerar a transformação digital das empresas envolvidas. A expectativa é que a vivência internacional amplie repertórios, gere conexões estratégicas e contribua diretamente para a implementação de soluções inovadoras no contexto industrial brasileiro.

Consulte aqui o cadastro da Instituição no Sistema e-MEC

Clique no qr-code para acessar.