UniSenai Business debate liderança, segurança psicológica e inteligência artificial na indústria
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UniSenai Business debate liderança, segurança psicológica e inteligência artificial na indústria
Especialistas destacaram a importância da escuta, da transparência e da capacitação para transformar a inteligência artificial em aliada da produtividade
A inteligência artificial está transformando a forma como as empresas operam, tomam decisões e gerenciam pessoas. Para que essa mudança gere resultados sustentáveis, porém, tecnologia, estratégia e capacitação precisam caminhar juntas. Nesse contexto, a liderança assume papel central na preparação das equipes e na construção de ambientes favoráveis à inovação. Essa foi uma das principais reflexões do encontro “Liderança em Transformação”, promovido pelo UniSenai Business, nesta terça-feira (11), no Campus da Indústria, em Curitiba.
Primeiro de uma série de encontros voltados ao desenvolvimento de novas competências em liderança, o evento reuniu especialistas para discutir segurança psicológica, inteligência artificial e os desafios da gestão. Participaram do painel o especialista em inovação e inteligência artificial Thiago Bisewski e a especialista em Psicologia Organizacional Vera Lucia Mattos, vice-presidente da ABRH-PR e diretora do XIX CONPARH.
Para a pró-reitora do UniSenai PR, Alessandra Campos, a iniciativa busca ampliar o acesso a discussões e conhecimentos que apoiem profissionais e empresas diante das transformações do mercado. “A proposta é ampliar esse movimento por meio de novas formações e encontros, criando espaços para que profissionais possam refletir, trocar experiências e se preparar para os novos desafios da indústria”, destacou.
Antes da ferramenta, o problema
Ao discutir a adoção da inteligência artificial, Thiago Bisewski destacou que um dos principais erros das empresas é começar a transformação pela escolha da tecnologia, sem definir primeiro qual problema precisa ser resolvido.
Por isso, segundo o especialista, é necessário compreender os processos, as atividades realizadas pelas equipes, o nível de capacitação dos profissionais e os resultados esperados. “Não adianta pensar primeiro nas ferramentas. É preciso entender qual problema precisa ser resolvido, quais objetivos precisam ser alcançados e como os processos devem ser estruturados para que esses resultados sejam obtidos com o uso da IA”, explicou.
A partir dessa perspectiva, a IA deixa de ser apenas uma ferramenta tecnológica e passa a integrar uma estratégia de negócio. Para isso, a liderança precisa conduzir o processo com transparência e preparar os profissionais para experimentar, aprender e se adaptar.
“É fundamental que exista transparência e que a IA seja apresentada como uma ferramenta de amplificação, uma tecnologia que permite ao profissional trabalhar mais e melhor”, destacou Bisewski.
Segurança psicológica para mudar
Se a tecnologia transforma processos, são as pessoas que precisam incorporá-la à rotina. É nesse ponto que a segurança psicológica ganha relevância, segundo Vera Lucia Mattos.Para a especialista, ambientes nos quais os profissionais podem expressar dúvidas, receios e dificuldades favorecem a adaptação às mudanças. “A segurança psicológica é fundamental porque dá o embasamento necessário para que as pessoas consigam se abrir para as mudanças tecnológicas”, afirmou.
Nesse processo, a postura dos gestores também precisa mudar. Mais do que acompanhar indicadores, é necessário conhecer as equipes, suas competências e os conhecimentos que ainda precisam ser desenvolvidos.
“A principal recomendação é que o gestor enxergue verdadeiramente as pessoas. É preciso parar, conversar, escutar e praticar a empatia, entendendo quem é aquele colaborador, o que ele faz, o que já sabe e o que ainda precisa aprender”, pontuou Vera.
Assim, a escuta passa a ser também uma ferramenta de gestão da transformação, permitindo que os profissionais participem do processo de mudança em vez de apenas receber novas tecnologias e processos.
Tecnologia e pessoas no centro da transformação
Essa conexão entre inovação e dimensão humana também foi destacada pela reitora do UniSenai PR, Fabiane Franciscone. Para ela, aproximar segurança psicológica e inteligência artificial é fundamental para que a indústria avance de forma consistente.
“O evento trouxe uma discussão muito importante sobre segurança psicológica e, principalmente, sobre como implementar a inteligência artificial nas organizações. A relação entre esses dois fatores é fundamental para mobilizar a transformação da indústria no Paraná”, destacou.
Fabiane também ressaltou o papel dos espaços de troca entre profissionais, empresas e diferentes atores do setor produtivo. “São momentos de reflexão, estudo e compartilhamento de experiências que permitem conhecer novas perspectivas e levar melhores soluções para as próprias organizações”, afirmou.
Da discussão à prática
As reflexões do encontro também foram percebidas pelos profissionais participantes. Para Ricardo Friedemann, gestor da VL Móveis, momentos como esse ajudam a romper a rotina e ampliar perspectivas. “O dia a dia acaba tomando conta dos nossos processos, e momentos como esse nos permitem parar e ouvir profissionais sobre assuntos extremamente pertinentes para a realidade atual”, relatou.
Entre os temas que mais chamaram sua atenção esteve a relação entre segurança psicológica e NR-1. Na área de IA, a empresa já iniciou um processo de experimentação, com treinamento disponibilizado aos colaboradores.
“Ainda é difícil prever como esse processo vai evoluir daqui a seis meses ou um ano. O fato é que estamos experimentando e aprendendo”, afirmou.
A mesma conexão foi destacada por Juliana Santana, diretora administrativa da Hellograf. Para ela, o principal aprendizado do encontro foi justamente compreender como segurança psicológica e inteligência artificial se relacionam dentro das organizações.
“Ter um olhar mais humanizado e de acolhimento para cada colaborador influencia diretamente o ambiente de trabalho, a produtividade, a competitividade das empresas e a performance das equipes”, afirmou.
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