UniSenai Business reúne líderes da indústria para discutir IA na tomada de decisões estratégicas
FIQUE POR DENTRO
UniSenai Business reúne líderes da indústria para discutir IA na tomada de decisões estratégicas
Evento destacou a importância da governança de dados e da análise humana para transformar informações geradas pela IA em decisões mais assertivas
A inteligência artificial já está presente na rotina das empresas, mas transformar seu potencial em decisões estratégicas exige mais do que conhecer ferramentas. É preciso compreender os dados utilizados, avaliar os resultados e considerar as particularidades de cada negócio. Essa foi uma das principais reflexões do encontro “IA para Decisões Estratégicas”, realizado em 30 de setembro pelo UniSenai Business, que reuniu líderes da indústria e egressos das imersões em inteligência artificial promovidas pela instituição no MIT.
Voltado à alta liderança, o encontro combinou conteúdo técnico e troca de experiências sobre o uso da tecnologia na gestão. Para Alessandra Campos, pró-reitora do UniSenai PR, o objetivo foi justamente discutir como ampliar o uso da IA sem perder de vista a responsabilidade de quem decide.
“Esse evento, em especial, dentro da estrutura do UniSenai Business, tem como foco o público de alta liderança. Temos trabalhado a inteligência artificial em diferentes níveis de liderança, e este encontro é direcionado principalmente aos executivos que precisam utilizar esse conhecimento para apoiar a tomada de decisões.”
Ela destaca ainda que a troca entre profissionais que participaram das experiências internacionais contribui para ampliar o repertório sobre o tema. “Hoje, temos cada vez mais ferramentas disponíveis, mas isso também aumenta a responsabilidade de quem toma decisões nesse novo cenário. Esse é o principal objetivo do encontro: discutir como a inteligência artificial pode contribuir para decisões mais estratégicas e, ao mesmo tempo, promover a troca de experiências entre profissionais que participaram conosco das duas imersões realizadas no MIT.”
Dados e experiência na tomada de decisão
Especialista em inteligência artificial há 26 anos, Fabio Alessandro Guerra, responsável pelo treinamento sobre o Playbook de Decisão Executiva, destacou que a qualidade das informações é um dos pontos de partida para o uso eficiente da tecnologia.
“Um dos principais desafios que os líderes têm enfrentado atualmente é justamente a organização e a governança dos dados. Nenhuma Inteligência Artificial será suficientemente inteligente se não houver uma base sólida de dados bem estruturada e governada.”
Com informações confiáveis, a IA pode acelerar análises, gerar relatórios, identificar indicadores e apoiar a interpretação de cenários. Ainda assim, cabe ao gestor avaliar se os resultados apresentados correspondem à realidade da organização.
“A Inteligência Artificial não consegue compreender completamente aspectos como cultura organizacional, regras específicas da empresa, contexto regional e particularidades do negócio. Por isso, a experiência do gestor continua sendo fundamental.”
A discussão também ganhou uma perspectiva prática entre os participantes. Renato Fernandes Grottoli, gerente de manutenção de transformação digital na Bosch, buscou no encontro novas possibilidades para levar a IA ao cotidiano da indústria.
“Tivemos vários insights interessantes e uma reflexão muito bacana, não apenas sobre o que a IA pode fazer por nós, mas principalmente sobre o que nós, como líderes da indústria, podemos e devemos fazer com a inteligência artificial para resolver problemas, melhorar processos e aumentar a produtividade.”
Para Vinícius Santana Pinto, gerente geral de operações na CSN, a governança da informação foi um dos pontos de maior relevância. “Tivemos exemplos muito interessantes sobre quais competências podemos desenvolver dentro das organizações para preparar as pessoas, estabelecer os limites entre o uso da IA e a atuação humana e, assim, realizar análises de forma mais adequada.”
Ele também chama atenção para a necessidade de avaliar criticamente as respostas produzidas pelas ferramentas. “A Inteligência Artificial pode errar e seguir um caminho que não necessariamente levará à decisão correta. Por isso, existem métodos, metodologias e formas de estruturar a governança para que, a partir de informações confiáveis e de uma análise criteriosa, seja possível tomar decisões de maneira mais segura e adequada.”
Da imersão à aplicação
Para os profissionais que participaram das imersões do UniSenai Business no MIT, o encontro representou uma oportunidade de aprofundar e atualizar conhecimentos. Matheus Cruz, engenheiro consultor na Pedreira Central, participou da experiência em Boston e destacou a abordagem prática do novo encontro.
“Hoje, tivemos uma atualização desse conteúdo, com novas perspectivas e uma abordagem mais prática sobre como podemos implementar a IA nas decisões das empresas. Foi muito útil e espero que continuemos tendo momentos como esse, porque eles ajudam a ampliar o conhecimento e mostram, na prática, como podemos utilizar essa nova ferramenta no dia a dia.”
A atualização também passa pela troca com outros profissionais, como observa Sérgio Roberto Scarpin, diretor de estratégia de portfólio na Lightera. A empresa já utiliza IA para coleta de dados e pesquisas de mercado, mas o executivo destaca que ainda há espaço para aprimorar esses processos e, principalmente, para aprender com diferentes experiências.
“A questão de como usar a IA para tomar decisões melhores é algo com que a gente sempre precisa ter cuidado e atenção. Também é muito importante a troca com outras empresas e profissionais, entender o que eles estão fazendo e tentar aprender um pouco com cada experiência para levar o melhor para a nossa realidade”, finaliza.
Consulte aqui o cadastro da Instituição no Sistema e-MEC
Clique no qr-code para acessar.