Liderança em Movimento reúne profissionais para refletir sobre autogestão, comportamento e desenvolvimento
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Liderança em Movimento reúne profissionais para refletir sobre autogestão, comportamento e desenvolvimento
Encontro promovido pelo UniSenai Business foi ministrado por Maria Walesko e Carolina Quintino
Liderar não começa necessariamente quando se assume um cargo de gestão. Muitas vezes, o primeiro movimento acontece antes, a partir da capacidade de reconhecer emoções, administrar prioridades, compreender comportamentos e perceber os impactos das próprias atitudes nas relações. Foi a partir dessa perspectiva que o UniSenai Business promoveu, na manhã de 16 de setembro, no Campus da Indústria, o workshop gratuito Liderança em Movimento.
Ministrado por Maria Walesko e Carolina Quintino, o encontro convidou profissionais a ampliar a compreensão sobre os diferentes papéis exercidos nas relações de trabalho, experimentar novas perspectivas e construir conexões capazes de impulsionar mudanças. Ao longo da programação, temas como autoliderança, autogestão, neuroliderança, atenção plena, engajamento e teoria do Flow foram relacionados aos desafios presentes no cotidiano das organizações.
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Autogestão como ponto de partida
A programação destacou que o desenvolvimento da liderança passa também pela capacidade de olhar para si. Em sua participação, Maria Walesko abordou o conceito de autoliderança e propôs reflexões sobre como agir de maneira mais consciente em um cenário profissional marcado por mudanças e diferentes demandas.
“Acabei de participar aqui no UniSenai Business do evento ‘Liderança em Movimento', e fiz algumas provocações sobre autoliderança e sobre o papel da liderança neste mundo tão agitado em que estamos vivendo. A proposta foi justamente refletir sobre como uma liderança mais consciente pode contribuir para gerar mais engajamento, reduzir tensões e alcançar melhores resultados, seja dentro das indústrias, das empresas ou até mesmo nas nossas próprias casas”, afirmou Maria.
Segundo ela, a autogestão pode ser desenvolvida mesmo antes de uma pessoa ocupar uma posição formal de liderança. A capacidade de compreender e administrar emoções, tempo, prioridades e metas contribui para preparar o profissional para assumir novos desafios.
“A autogestão é uma competência importante para quem quer se desenvolver como líder, mesmo antes de ocupar uma posição de gestão. Quanto mais nos conhecemos e conseguimos gerenciar nossas emoções, nosso tempo, prioridades e metas, mais preparados estamos para liderar”, explicou.
Maria também relacionou o autoconhecimento à qualidade das relações estabelecidas no ambiente de trabalho. Para ela, reconhecer as próprias emoções, fortalezas, necessidades, desejos e metas permite ampliar a percepção sobre o impacto das ações, hábitos e palavras sobre outras pessoas.
“Esse autoconhecimento também nos ajuda a perceber o impacto das nossas ações, hábitos e palavras nas relações. A liderança exige esse olhar para o outro e para como podemos contribuir para o seu desenvolvimento”, destacou.
A proposta, portanto, é deslocar a liderança de uma perspectiva centrada apenas na posição ocupada para uma atuação que também considere o desenvolvimento das pessoas. Maria explicou que esse processo envolve estimular o outro a reconhecer seus próprios objetivos e potencialidades.
“Quando reconheço minhas emoções, fortalezas, necessidades, desejos e metas, consigo também ajudar o outro a identificar essas questões. É assim que atuo como um líder desenvolvedor: fazendo perguntas, orientando e estimulando a pessoa a partir dos próprios objetivos”, afirmou.
Ela resumiu a abordagem apresentada no workshop a partir da relação entre autoconhecimento, comportamento e desenvolvimento. “Esse é o ponto principal da nossa conversa: trazer conceitos de neuroliderança para ampliar o olhar sobre o papel do líder como agente de desenvolvimento.”
Flow e o movimento da liderança
A psicóloga Carolina Quintino trouxe para o workshop uma abordagem sobre a teoria do Flow, relacionando o conceito aos desafios da liderança e às condições que favorecem atenção, envolvimento e engajamento no ambiente profissional. A proposta foi aproximar os conceitos da psicologia das situações vivenciadas no cotidiano das organizações.
Segundo Carolina, a teoria do Flow ajuda a compreender a relação entre desafio e habilidade e pode ser aplicada à realidade da liderança. “Para falar de movimento, nada melhor do que abordar a teoria do Flow, que trabalha justamente essa relação entre desafio e habilidade, associada à atenção plena, ao envolvimento e ao engajamento”, explicou.
Conhecimento que se renova
“Fico muito feliz em participar desse tipo de evento, principalmente pelo renome que o UniSenai tem. Este encontro, em particular, está trazendo insights importantes sobre temas que, por mais que já conheçamos, precisamos sempre revisitar, reciclar e lembrar. E um deles é justamente o papel fundamental da liderança. Se você quer ser líder, é importante pensar bastante sobre isso. A liderança traz muitos benefícios, mas também envolve uma grande responsabilidade”, afirmou.
Para Sandro, a participação também tem relação direta com sua atuação como mentor. Ele explicou que os conteúdos e experiências vivenciados no workshop podem ser incorporados ao processo de mentoria e compartilhados com os profissionais que acompanha.
“Também atuo como mentor no UniSenai pelo segundo ano consecutivo, e participar de momentos como este é muito importante para o meu desenvolvimento. Essa reciclagem de conhecimentos vai contribuir bastante para o processo de mentoria, trazendo novos insights, experiências e aprendizados que poderei compartilhar com os meus mentorados”, acrescentou.
A consultora de recursos humanos e desenvolvimento de lideranças Jaqueline Becker, da J Becker Consultoria, também participou do encontro em busca de novos conhecimentos para sua atuação profissional. Para ela, a proposta do workshop favoreceu a reflexão sobre práticas que fazem parte da rotina de quem trabalha com pessoas.
“Eu vim hoje para o workshop do UniSenai Business com o objetivo de ouvir e aprender mais sobre liderança. Trabalho com consultoria de recursos humanos e também com desenvolvimento de lideranças, então achei muito bacana essa proposta do UniSenai de nos convidar a refletir mais sobre o tema. Estou aqui ouvindo colegas, como a Maria e a Carolina, falando sobre assuntos que fazem parte do nosso dia a dia”, contou.
Após acompanhar a participação de Maria Walesko, Jaqueline relatou que os conteúdos apresentados também provocaram uma análise sobre sua própria atuação. Ela destacou especialmente a utilização de exemplos práticos e informações aplicáveis à rotina profissional.
“Acabamos de ouvir a Maria Waleska, e muitas das questões que ela trouxe me fizeram repensar minha atuação como líder e refletir sobre como posso continuar me desenvolvendo. Ela apresentou exemplos práticos e informações muito relevantes, que despertam essa vontade de olhar para a nossa própria atuação e buscar melhorar continuamente. Foi um momento muito especial e, sem dúvida, valeu a pena participar.”
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