Engenharia, superação e futuro
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Engenharia, superação e futuro
Entre longos trajetos, projetos práticos e estágios, Nicole construiu uma trajetória marcada por persistência e conexão com o mercado
Quando a pandemia interrompeu aulas, adiou vestibulares e colocou o futuro de milhares de estudantes em suspenso, Nicole Kaminski Machado de Souza estava justamente no momento mais decisivo da sua vida acadêmica. Recém-saída do ensino médio, ela carregava um sonho claro: cursar Engenharia de Controle e Automação em uma universidade pública. Mas o cenário era de incerteza. O vestibular foi adiado mais de uma vez, o SISU não tinha previsão, e o tempo — para quem queria começar logo a construir uma carreira — parecia escorrer pelos dedos.
Foi nesse contexto que uma escolha, aparentemente simples, mudou tudo.
Incentivada pelo pai, Nicole decidiu se inscrever à época, nas Faculdades da Indústria. As aulas começariam em fevereiro, havia a possibilidade de bolsa e, mais do que isso, a promessa de uma formação conectada ao mundo do trabalho. “Eu não conhecia a instituição, mas resolvi tentar”, relembra. A aprovação veio, a bolsa também. Cinco anos depois, ela está prestes a concluir a graduação em Engenharia Mecatrônica no UniSenai PR e define essa decisão como um divisor de águas.
Aprender fazendo: o primeiro contato com a indústria
No início, a escolha foi movida mais pela urgência de começar a graduação do que por um conhecimento profundo sobre o curso ou a metodologia. Mas bastou pouco tempo para que Nicole percebesse que estava no lugar certo. Seu primeiro contato real com a indústria aconteceu ainda em sala de aula, durante a disciplina Jornada da Aprendizagem, quando os alunos desenvolveram um projeto em parceria com a Volvo.Ali, teoria e prática deixaram de ser conceitos abstratos. “Foi quando entendi, de verdade, o impacto da engenharia no dia a dia das empresas e das pessoas”, conta. Resolver problemas reais, pensar em soluções aplicáveis e dialogar com demandas do mercado fez com que ela enxergasse, pela primeira vez, a engenharia como ferramenta de transformação. A experiência não só confirmou sua afinidade com a área, como fortaleceu sua convicção de que estava construindo um caminho sólido.
Uma rotina exigente, mas transformadora
A jornada, no entanto, nunca foi simples. Nicole mora a cerca de 1h20 da faculdade e, desde o início, precisou enfrentar longos deslocamentos diários de ônibus. Como se não bastasse, nos dois primeiros anos de graduação no UniSenai, ela também cursava Engenharia Elétrica na UTFPR. Conciliar duas graduações exigiu disciplina, organização e uma boa dose de resiliência.Com o tempo, novos desafios surgiram: o início do estágio, o aumento das responsabilidades profissionais e a necessidade de equilibrar estudos, trabalho e vida pessoal. “Conforme os desafios aumentavam, eu também crescia junto com eles”, resume. Cada etapa trouxe mais maturidade, foco e confiança — habilidades que vão muito além da sala de aula e que hoje fazem parte do seu perfil profissional.
Persistência como marca pessoal
Apesar da rotina intensa, desistir nunca foi uma opção. Nicole se define como alguém movido a desafios. “Cada obstáculo me impulsionava a continuar”, afirma. A certeza de que o aprendizado e o crescimento compensariam qualquer dificuldade foi o combustível para seguir em frente. Essa mentalidade, construída ao longo da graduação, se tornou uma das suas maiores forças.O papel dos professores e das oportunidades reais
O apoio institucional também teve um peso decisivo nessa trajetória. Em 2023, um convite mudou novamente o rumo da sua história: um professor, Gabriel Krebs, a indicou para o primeiro estágio, na área de manufatura. O impacto foi imediato. “Quando entrei pela primeira vez em uma fábrica e vivenciei o ambiente industrial, tive certeza de que era isso que eu queria para a minha vida”, conta.Hoje, Nicole está no segundo estágio e segue aprendendo diariamente, colocando em prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso. A proximidade com professores, a abertura para oportunidades e a conexão direta com a indústria mostram, na prática, o diferencial de uma formação pensada para o mercado.
Muito além do diploma
Chegar à reta final da graduação tem um significado profundo. Para Nicole, o ensino superior representa muito mais do que um título acadêmico. “Eu não sou a mesma pessoa que começou essa jornada”, diz. Ao longo dos anos, ela cresceu nos âmbitos acadêmico, profissional e pessoal, desenvolvendo habilidades técnicas, fortalecendo pontos fortes e aprendendo a lidar com suas limitações.
Mais do que formar engenheiros, experiências como a de Nicole mostram como o UniSenai PR contribui para formar profissionais preparados para os desafios reais da indústria — e pessoas mais seguras, maduras e conscientes do seu papel no mundo do trabalho. Hoje, ela olha para o futuro com clareza e confiança, certa de que cada desafio enfrentado valeu a pena.
A história de Nicole é, acima de tudo, um retrato de superação, escolha e persistência. Um exemplo de como a educação conectada à indústria pode transformar trajetórias e abrir caminhos concretos para quem decide seguir em frente, mesmo quando o cenário parece incerto.
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