Logística ganha espaço estratégico nas empresas e amplia demanda por profissionais qualificados
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Logística ganha espaço estratégico nas empresas e amplia demanda por profissionais qualificados
Setor de operadores logísticos movimentou R$ 247 bilhões em 2025 e empregou 983 mil pessoas diretamente; cenário reforça importância da formação especializada
O que antes era visto principalmente como uma área operacional passou a ocupar espaço cada vez mais estratégico dentro das empresas. Em um mercado marcado pela necessidade de reduzir custos, aumentar a eficiência, responder rapidamente às mudanças na demanda e integrar diferentes etapas da operação, profissionais de Logística e Supply Chain passaram a ter um papel diretamente relacionado à competitividade dos negócios.
Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Segundo a edição 2026 do estudo Perfil dos Operadores Logísticos, realizado pela Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) em parceria com o Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), o setor fechou 2025 com R$ 247 bilhões de receita, crescimento real de 18% em relação a 2023. No mesmo período, o número de empresas atuantes aumentou 15%, chegando a cerca de 1,5 mil. O segmento também gerou 983 mil empregos diretos em 2025, alta de 22% em relação a 2023. Considerando empregos indiretos e cadeias periféricas, o número chega a 2,8 milhões de postos de trabalho.
O avanço não se limita à movimentação de mercadorias. Os operadores logísticos estão presentes em diferentes elos das cadeias produtivas e em mais de 20 setores da economia. Dados da ABOL mostram ainda que 64% das empresas do segmento ampliaram sua área de atuação nos últimos anos, atendendo, em média, nove mercados distintos.
Mais tecnologia, mais complexidade
Nesse cenário, a tecnologia passou a fazer parte da rotina da gestão logística. Sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning), ferramentas de análise de dados, automação, inteligência artificial e plataformas voltadas à gestão de armazéns e transportes ampliam a capacidade das empresas de acompanhar processos e identificar oportunidades de melhoria.
O desafio, portanto, não está apenas em adotar novas ferramentas, mas em contar com profissionais capazes de compreender os processos por trás dos dados e utilizar a tecnologia de acordo com os objetivos do negócio. A transformação digital aumenta a quantidade de informações disponíveis, mas exige conhecimento para convertê-las em decisões.
A própria movimentação do mercado de trabalho sinaliza essa necessidade. Levantamento divulgado pela ABOL em março de 2026 mostra que os maiores operadores logísticos do país contrataram mais de 26 mil profissionais em 2025. Para 2026, 72,2% das empresas consultadas projetavam novas contratações, com prioridade para funções relacionadas a tecnologia, operações e posições consideradas críticas.
Ao mesmo tempo, a qualificação passou a fazer parte da estratégia das empresas. Dados da entidade indicam que 72% dos operadores logísticos ampliaram os investimentos em capacitação, enquanto 96% declararam realizar treinamentos para suas equipes.
Visão sistêmica
Isso significa desenvolver uma visão sistêmica sobre planejamento, compras, produção, estoques, armazenagem, transporte e distribuição, além de compreender como os sistemas de gestão podem conectar essas informações.
A necessidade é ainda maior em um país no qual os custos logísticos representam uma parcela significativa da atividade econômica. Segundo levantamento do ILOS, os custos logísticos brasileiros chegaram a 15,5% do PIB em 2025, acima dos 10,4% registrados em 2014. O estudo relaciona esse avanço, entre outros fatores, ao descompasso entre o crescimento da demanda e os investimentos em infraestrutura.
Nesse contexto, profissionais capazes de identificar gargalos, analisar indicadores, planejar operações e propor soluções integradas podem atuar em diferentes frentes da cadeia de suprimentos. Entre as competências valorizadas estão a análise de dados, gestão de operações, planejamento da demanda, melhoria contínua, tecnologia e capacidade de conectar decisões operacionais aos objetivos estratégicos da organização.
Formação conecta logística, Supply Chain e tecnologia
A proposta do curso é desenvolver uma compreensão de ponta a ponta da cadeia de suprimentos e conectar gestão e tecnologia. Entre os conteúdos estão sistemas ERP, WMS e TMS, análise de dados com ferramentas como Excel, Power BI e SQL, planejamento da demanda, S&OP e IBP, além de práticas Lean, automação, inteligência artificial e ESG aplicados ao Supply Chain.
A formação também contempla a aplicação dos conhecimentos em desafios reais da indústria, aproximando teoria e prática. A proposta acompanha uma característica cada vez mais presente no mercado: a necessidade de profissionais que não apenas conheçam determinada ferramenta ou processo, mas consigam entender o impacto de suas decisões sobre toda a operação.
Assim, Logística, Supply Chain e ERP deixam de ser conhecimentos isolados e passam a formar um conjunto de competências conectado à gestão dos negócios. Em cadeias de suprimentos cada vez mais complexas, compreender essa relação pode ser determinante para quem busca ampliar sua atuação profissional e acompanhar as transformações da indústria.
Inscrições abertas
As inscrições para a pós-graduação em Logística, Supply Chain e ERP do UniSenai PR estão abertas. O curso é destinado a profissionais com graduação que atuam ou desejam atuar em gestão logística, Supply Chain, operações industriais, planejamento, compras, distribuição, armazenagem, transporte, análise de dados e transformação digital.
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