Segurança do trabalho ganha novas demandas com avanço da tecnologia e mudanças na NR-1
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Segurança do trabalho ganha novas demandas com avanço da tecnologia e mudanças na NR-1
Transformações regulatórias e tecnológicas exigem uma atuação mais ampla na identificação, avaliação e controle dos riscos ocupacionais
A segurança do trabalho está deixando de ser uma agenda restrita à prevenção de acidentes e ao cumprimento de normas. Nas empresas, especialmente na indústria, a gestão de riscos passa a envolver também tecnologia, saúde ocupacional, organização do trabalho e bem-estar dos trabalhadores. Esse movimento amplia as responsabilidades dos profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) e exige uma atuação cada vez mais estratégica.
É nesse cenário que o UniSenai PR está com inscrições abertas para a Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, com início previsto para 5 de outubro. A formação é destinada exclusivamente a profissionais graduados em Engenharia e Arquitetura com registro no CREA ou CAU, conforme estabelece a Lei nº 7.410/1985.
A especialização prepara os profissionais para atuar em diferentes etapas da gestão de segurança, desde a identificação e avaliação de riscos ocupacionais até a elaboração de programas de prevenção, aplicação de normas e desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas à segurança.
Nova dimensão para a gestão de riscos
Na prática, situações relacionadas à organização do trabalho, como sobrecarga, pressão excessiva, assédio moral, falta de suporte da liderança e desequilíbrio entre esforço e recompensa, passam a receber maior atenção dentro da gestão de riscos das organizações.
A mudança amplia também o olhar esperado dos profissionais de SST. Além dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, a gestão passa a considerar fatores relacionados à forma como o trabalho é organizado e às condições que podem afetar a saúde dos trabalhadores.
Isso exige uma atuação integrada, com diálogo entre diferentes áreas da empresa, como segurança do trabalho, recursos humanos, lideranças e gestão.
Prevenção também é uma questão de competitividade
O levantamento revela que 73% das empresas não possuem ou não atualizam sua matriz de materialidade. Além disso, 68% não publicam relatório de sustentabilidade e 61% não realizam benchmarking. Quando o assunto é gestão de riscos e oportunidades, apenas 31% monitoram riscos relacionados à sustentabilidade e 28% monitoram oportunidades.
Esses números ajudam a explicar por que a mensuração financeira ainda é uma dificuldade. Para transformar sustentabilidade em resultado, a empresa precisa primeiro compreender quais temas são realmente relevantes para sua operação e para seus stakeholders, estabelecer indicadores, acompanhar riscos e oportunidades e criar mecanismos de monitoramento.
Em outras palavras, ESG precisa deixar de ser apenas uma agenda de compromissos para se tornar uma agenda de gestão.
Formação acompanha transformação da área
Durante a formação, os alunos desenvolvem conhecimentos relacionados ao diagnóstico, avaliação e controle de riscos, à aplicação de normas e legislações de segurança e meio ambiente, ao gerenciamento de programas de prevenção de acidentes e à implementação de tecnologias e soluções inovadoras em segurança industrial.
A proposta também contempla a elaboração de projetos voltados à melhoria das condições de trabalho, aproximando a formação das demandas encontradas no ambiente profissional.
Com a incorporação dos riscos psicossociais à gestão ocupacional e o avanço das tecnologias aplicadas à segurança, a especialização passa a ser uma oportunidade para profissionais que buscam ampliar sua atuação e acompanhar as novas exigências da área.
As inscrições estão abertas, e as aulas começam em 5 de outubro. A formação é exclusiva para egressos dos cursos de Engenharia e Arquitetura com registro no CREA ou CAU, conforme a legislação vigente. Clique aqui para garantir sua vaga.
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